Gestantes

A gestante deve sempre usar o cinto tipo três pontos, mantendo a faixa sub-abdominal tão baixa e ajustada quanto possível. A faixa diagonal deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas. Nunca sobre o útero. Quando a gestante for dirigir deverá fazê-lo obedecendo às regras básicas de saúde e segurança. Qualquer desconforto ou situação de alteração clínica poderá afetar o bom desempenho na direção e colocar mãe e filho em risco.

Tonturas, inchaços, inflamação, dor, alterações da pressão arterial (subida ou queda), assim como o aumento do volume da barriga podem impedi-la temporariamente de dirigir (a distância entre a barriga e o volante deve ter no mínimo, 15cm).

A orientação do obstetra são muito importantes. Cuidado com as medicações ingeridas.

Dirija enquanto estiver bem e pare se houver desconforto, mal estar.

Evite longas distâncias, jejum, calor, ou frio excessivo e estradas ruins.
 

Gestantes e o cinto de segurança

As gestantes, devem usar o cinto de três pontos, que dissipa a energia e o impacto sobre a estrutura esquelética do tórax e da pelve. A parte diagonal deve passar no meio do ombro e entre as mamas e a parte sub-abdominal deve ficar exatamente na articulação do quadril, assim as cintas não passarão em cima da criança, pois o uso correto protege a gestante e o feto, porque nos traumas severos pode ocorrer rotura uterina, causando a morte fetal e materna, rotura prematura de membranas, trabalho de parto prematuro, hemorragia feto materna, fratura pélvica, etc.

Outro aspecto importante e que, mesmo com o cinto de segurança a desaceleração do veículo pode gerar o deslocamento da placenta causado pela deformação do útero elástico sobre a inelasticidade placentária, daí o feto e/ou a mãe podem morrer de coagulopatia ou insuficiência renal aguda. Este fator leva os médicos a orientarem algumas gestantes (se isto for necessário), para que não conduzam veículos nos últimos dois meses de gravidez, devido os fatos anteriormente relatados. E também, seis semanas pós parto, porque ocorre um decréscimo das respostas músculo esqueléticas na mulher neste período.

Fonte:
DELIBERADOR, Ana Maria Ribeiro. Humanização no trânsito. Curitiba: DETRAN-PR, 1990.
JORNAL ASSOCIAÇÃO MÉDICA. A mulher e o cinto de segurança. autora Ana Maria K. S. Szymanski. Cascavel – Paraná, ano V, n.º 39, abril 1995, p 11.
Lei 9.503, de 23/09/1997 – CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
MANUAL DO MOTORISTA, Editora Trânsito e Veículos Ltda, Belo Horizonte - MG. 1998.
MANUAL PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS. Programa: Sem Barreiras. Governo do Estado do Mato Grosso do Sul. DETRAN-MS, outubro de 1997.
Revista da ABRAMET – Associação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego. Air bag, características, vantagens e cuidados. Dra. Ana Maria Ker Saraiva Szymanski, n.º 17/18/19, maio-dezembro de 1996, p 15-18.
________Traumatismos de crianças no tráfego. Epidemiologia e Prevenção, n.º 35, maio-junho de 2000, p 9-30.
Revista QUATRO RODAS, ano 37, n.º 449, editora Abril, São Paulo, dezembro de 1997. p 69-77.
A Educação para o Trânsito. Eliane David. Curitiba-PR, março 2003.
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