Trânsito e Meio ambiente - Protegendo o Meio Ambiente

Vilões do Meio Ambiente

Embalagens de agrotóxicos, remédios vencidos, pilhas, baterias de celulares são lixos que podem matar, se não tiverem uma finalização correta. São considerados lixos acumuladores misturados ao lixo doméstico tendo como destino os lixões e aterros sanitários. Nesses locais ficam expostos à ação do sol e da chuva, podendo explodir e vazar metais tóxicos no meio ambiente.

A bateria de celular não é o único item que contém metais pesados nocivos à saúde humana. Outros acumuladores que precisam do mesmo cuidado quando esgotada sua funcionalidade de produzir energia e há muito vem impactando o meio ambiente, como: pilha botão (para relógios, calculadoras), pilhas comuns (lanternas, máquinas fotográficas, gravadores portáteis, brinquedos, etc.).

O problema é muito grave, pouco discutido e menos ainda ensinado, enquanto isso o descarte no meio ambiente gira em torno de 800 milhões de pilhas, somente no estado de São Paulo foram descartados 450 toneladas destes acumuladores.

O Ministério do Meio Ambiente criou uma Resolução, já aprovada em 30 de junho de 2003, que define procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final adequadas desses produtos.

A legislação determina que os fabricantes ou importadores serão responsáveis pelo destino das baterias de celulares.

Nos postos de venda, de assistências técnicas e operadoras de todos os fabricantes de celulares, têm pontos de coleta de baterias usadas, para depois de coletadas nas lojas, devidamente estocadas serão encaminhadas para empresas de reciclagem.

Outro problema pouco discutido é o descarte de pneus usados, e até mesmo por falta de informação poucas pessoas sabem o que fazer com eles e no entanto podem ser reciclados.

Segundo a Fundação Educar Dpaschoal o Brasil tem mais de 100 milhões de pneus velhos, jogados em aterros, terrenos baldios e até nos rios e lagos.

Os pneus podem ser reutilizados na fabricação de tapetes de veículos, bolas de borracha, solados de calçados, em pisos especiais, na substituição do carvão em indústrias de cimento e até asfalto para as ruas.

Asfalto Ecológico

Material utilizado: Pneus velhos.

Tempo estimado de fragmentação: 600 anos.

Composição asfáltica: borracha granulada e triturada + cimento asfáltico.

Um processo de criogenagem (manutenção em temperatura muito baixa), o pneu é congelado para tirar as ligas de aço, o náilon e se consiga triturar o pneu bem fino e de modo uniforme.

Forma-se um pó que é misturado ao asfalto e acrescenta-se britas, mais uma camada porosa de atrito (Técnica CPA-Camada porosa de atrito).

Vantagens do Asfalto Ecológico:

  • Sua textura áspera, aumenta o coeficiente de atrito e aderência do pneu/pavimento;
  • Reduz a aquaplanagem;
  • Pela sua aspereza reduz o efeito “spray” ou aquela névoa que se forma quando o veículo passa sobre o asfalto molhado;
  • O ar fica livre da fumaça produzida pela queima dos pneus, preservando o meio;
  • Agregado ao asfalto ecológico a CPA - camada porosa de atrito, reduz consideravelmente o ruído, haverá um escoamento rápido da água e maior atrito nas frenagens;
  • Limpeza dos rios, atualmente usado como depósitos de sucatas.

Benefícios da Preservação

Curitiba foi a cidade brasileira pioneira na implantação da coleta seletiva de lixo no País, recebendo como prêmio máximo do meio ambiente, destacado pela ONU, em 1990, o Programa Lixo que não é Lixo. Este programa tem como objetivo fundamental a preservação dos mananciais de água que abastecem a cidade.

Seguindo o exemplo outras cidades também adotaram como Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo que apesar de ser a grande metrópole somente separa apenas 1% do que recolhe.

A preservação de áreas verdes passa a ser outro benefício para a comunidade. Parques, bosques, jardinetes e praças preservadas dentro do perímetro urbano servindo como opções de lazer, representam qualidade de vida e equilíbrio das relações da cidade com o seu meio ambiente. Os parques lineares são implantados ao longo dos rios e em fundos de vale e funcionam como uma espécie de barreira para impedir a ocupação indevida dessas áreas, sujeitas a enchentes e para livrar os rios e córregos do risco de tornarem-se depósitos de lixo.

Os lagos dos parques servem para conter as enchentes e funcionam como reguladores da vazão das águas em épocas de chuva.

Tempo de Decomposição de Alguns Produtos

Segundo a Fundação EDUCAR Dpaschoal reciclar uma tonelada de plástico economiza 130 quilos de petróleo.

Uma lata de alumínio pode ser reciclada infinitas vezes sem perder características originais. Uma tonelada de alumínio reciclado economiza 95% de energia elétrica e 5 toneladas de bauxita. 78% das latas de alumínio vendidas no Brasil voltam ao mercado depois de recicladas.

Salvamos cerca de 20 a 30 árvores de eucalipto quando reciclamos uma tonelada de papel e economizamos para cada tonelada 71% de energia elétrica.

Reciclar uma tonelada de vidro gasta 70% de energia elétrica.

Reciclar é dever de todo cidadão que se preocupa com a preservação da natureza.

Quanto tempo o Ecossistema leva para autodepurar certos elementos

  • Papel : 2 a 6 semanas.
  • Palito de fósforo: 6 meses.
  • Tecido de Algodão: 1 a 5 meses.
  • Fralda descartável biodegradável: 1 ano.

Qual a estimativa científica da fragmentação de certos elementos

  • Filtro do cigarro: de 1 a 2 anos
  • Goma de mascar: 5 anos
  • Nylon: mais de 30 anos
  • Lata de alumínio: 100 anos.
  • Plástico: de 50 a 650 anos. Em exemplo, as garrafas pet = 650 anos.
  • Fralda e absorvente descartável comum: 450 anos.
  • Isopor: 50 anos
  • Vidro: 1 milhão de anos e também há a estimativa que ele não se fragmenta
  • Lixo radioativo: 250.000 anos ou mais.
  • Pneus: tempo indeterminado.
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