Air Bag

É uma bolsa inflável, com gás Nitrogênio (inofensivo para o ser humano), possui dupla capa de nylon emborrachada e kevlar, que automaticamente se enche de gás no momento do impacto. Sistema de proteção passiva em veículos automotores que melhora a proteção dos condutores e passageiros, instalado no campartimento de direção, no painel acima do porta luvas e atrás dos bancos dianteiros. Para as colisões laterais existe o air bag lateral, instalado junto às portas.

Este dispositivo é eficaz na redução das lesões e mortalidade, impede que as pessoas colidam contra os componentes internos do habitáculo e umas contras as outras. Distribui a força do impacto por toda a extenção dos coxins de gás, reduz o risco de lesões causadas por partículas de vidro, diminui as possibilidades de traumas na coluna, que podem esmagar ou seccionar a medula, etc.

O dispositivo consiste num sistema eletrônico de sensores instalados no veículo, que registram a desaceleração se no momento do impacto severo, emitindo um sinal e em menos de 50 mseg a(s) almofada(s) infla(m), dissipando a energia cinética do trauma, ou seja a força do impacto não é propagado para o corpo humano, principalmente tórax, pescoço e cabeça nos traumas frontais. Depois de cheia, em 2 segundos ocorre a desinsuflação do sistema, melhorando o amortecimento e não causando a asfixia. Todo este processo ocorre por volta de um décimo de segundo que contribui também para a visão frontal e lateral do condutor e não causar o enforcamento.

Para que ocorra a desinsuflação são liberados 92% de nitrogênio, 3% de dióxido de carbono e 1% de uma mistura de gases inofensivos. O pó de talco é utilizado para a embalagem do air bag, o que explica a nuvem de poeira branca que se expande depois que ele é acionado.

Estes dispositivos não podem ser reutilizados, uma vez acionados, devem ser substituídos.

Deve ser usado em conjunto com o cinto de segurança, pois no impacto a pessoa pode ser arremessada de um lado para outro, e, em acidentes múltiplos, este dispositivo não tem eficiência nos demais impactos devido o esvaziamento da bolsa de ar, daí comprova-se mais uma vez a necessidade do cinto.

Os ocupantes do veículo devem sentar-se corretamente nos bancos, como foi orientado para o uso do cinto de segurança, o banco deve estar na regulagem correta, fazendo um ângulo de mais ou menos noventa graus entre o encosto e o acento, e o encosto alto devidamente posicionado acima da altura da nuca.

Se por ventura os air bags não forem ativados durante o acidente, eles podem se inflar durante o processo de salvamento, portanto, antes de qualquer procedimento, deve-se desligar a chave de ignição do motor ou desligar o cabo de massa (fio terra). Esta informação é para o condutor caso ele esteja consciente e possa fazer isto, e também para quem presta os primeiros socorros.

Para as pessoas que usam óculos é aconselhado que as lentes sejam inquebráveis. Objetos no bolso da camisa podem ser ofensivos, por exemplo: caneta, celular, molho de chaves, quaisquer objetos rígidos.
 
Air bag, velocidade e desaceleração dos órgãos
 
O veículo dotado de air bag não impede que o acidente ocorra, ele apenas ameniza as conseqüências dele nos condutores e passageiros. Portanto, não conduza em alta velocidade, mantenha distância do veículo da frente, somente mude de faixa e ultrapasse se a sinalização permitir e faça isto após certificar-se que é realmente seguro, sem esquecer de sinalizar antecipadamente estas intenções, se adapte as condições adversas. Também, mesmo que a sinalização te der a preferência em cruzamentos, antecipadamente sinalize com a luz de freio para avisar o condutor de trás e reduza levemente a velocidade e certifique-se da segurança para seguir em frente ou realizar conversões para a direita ou esquerda. O motivo deste alerta é a desaceleração dos órgãos humanos, que veremos em detalhes a seguir.

Inércia: propriedade Física da matéria que determina: se um corpo está no movimento estático (parado, repouso), permanece neste estado de movimento. Se está em movimento dinâmico (movimento), permanece neste estado no sentido reto, se não for submetido a nenhuma ação. Ou seja, esta lei da Física determina que os corpos permaneçam no estado de movimento que estão, a não ser que uma força exerça uma ação modificando (princípio formulado por Galileu, posteriormente confirmado por Newton, chamado: 1ª lei de Newton ou Princípio da Inércia. “Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas a ele.”).

Podemos observar isto quando estamos em pé dentro de um ônibus, assim que o motorista coloca o veículo em movimento, os passageiros tendem a deslocar-se para trás, o corpo quer permanecer no estado de movimento estático. Quando o motorista pára ou freia, os passageiros deslocam-se para frente.

Quando o condutor faz uma curva ele e os passageiros têm a impressão de estarem sendo jogados para fora da curva. Na realidade os corpos estão tentando manter-se em sua trajetória em linha reta, e o veículo tentando-os virar, mas quem está sob a ação da inércia é o veículo.

Desaceleração dos órgãos humanos: também chamadas lesões ocultas ou potenciais, isto acontece nos acidentes de trânsito quando o veículo está em alta velocidade e colide, nosso corpo é parado abruptamente e os órgãos continuam em inércia, rompendo suas estruturas de fixação e eles mesmos. Por exemplo: num impacto o cérebro, olhos, coração, pulmões, fígado, baço, rins, bexiga, etc., continuam o deslocamento para o sentido que o corpo foi projetado, até colidirem com as partes internas das cavidades em que se situam, gerando destruição de seus tecidos.

Outra maneira de esclarecer este aspecto é a Cinemática do Trauma, ou seja, uma colisão na realidade representa três colisões. A primeira do veículo com o objeto. A segunda é a pessoa com o interior do veículo. A terceira é a colisão dos órgãos com as paredes internas do nosso corpo. Em nossos olhos ocorre o deslocamento da retina.

Com isto concluimos que os dispositivos de segurança que usamos quando estamos dentro do veículo e o capacete, são potenciais aliados para depois de um acidente continuarmos vivos e com o menor número de lesões possíveis. Mas isto não vai acontecer so o impacto ocorrer em altas velocidades e desobediência das regras de circulação.

Fonte:
DELIBERADOR, Ana Maria Ribeiro. Humanização no trânsito. Curitiba: DETRAN-PR, 1990.
JORNAL ASSOCIAÇÃO MÉDICA. A mulher e o cinto de segurança. autora Ana Maria K. S. Szymanski. Cascavel – Paraná, ano V, n.º 39, abril 1995, p 11.
Lei 9.503, de 23/09/1997 – CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
MANUAL DO MOTORISTA, Editora Trânsito e Veículos Ltda, Belo Horizonte - MG. 1998.
MANUAL PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS. Programa: Sem Barreiras. Governo do Estado do Mato Grosso do Sul. DETRAN-MS, outubro de 1997.
Revista da ABRAMET – Associação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego. Air bag, características, vantagens e cuidados. Dra. Ana Maria Ker Saraiva Szymanski, n.º 17/18/19, maio-dezembro de 1996, p 15-18.
________Traumatismos de crianças no tráfego. Epidemiologia e Prevenção, n.º 35, maio-junho de 2000, p 9-30.
Revista QUATRO RODAS, ano 37, n.º 449, editora Abril, São Paulo, dezembro de 1997. p 69-77.
A Educação para o Trânsito. Eliane David. Curitiba-PR, março 2003.
http//:www.criancasegura.org.br
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http//:www.bombeirosemergencia.com.br
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